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Bets vão ter de fazer classificação de risco dos apostadores e comunicar operações suspeitas ao Coaf

As plataformas de apostas (popularmente conhecida como bets) estabelecidas no Brasil terão que identificar, qualificar e fazer classificação de risco dos apostadores e comunicar transações suspeitas ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), órgão do governo federal que atua no combate à lavagem de dinheiro.

As determinações constam de uma portaria da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda publicada nesta sexta-feira (12) no Diário Oficial da União.

📌A portaria publicada é, segundo o g1 apurou, parte de uma série de normas que o Ministério da Fazenda deve publicar ainda neste mês para regulamentar a lei, publicada em 2023, que regulamenta o mercado de apostas esportivas e jogos online no Brasil. Uma delas vai ser só sobre os jogos on-line, nos quais se enquadram caça-níqueis on-line, como o Fortune Tiger (popularmente conhecido como jogo do tigrinho).

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Segundo a portaria desta sexta, a qualificação do apostador inclui avaliar a compatibilidade entre a capacidade econômico-financeira dele e a apostas que ele faz e checar se ele é uma pessoa exposta politicamente ou próxima de alguma.

De acordo com a portaria, devem ser objeto de especial atenção as apostas em que haja sinais de falta de fundamentação econômica ou legal, sejam incompatíveis com as práticas do mercado ou tenham indícios de lavagem de dinheiro ou de financiamento ou à proliferação de armas de destruição em massa.

Também devem ser objeto de atenção especial, entre outras:

Apostas esportivas na categoria bolsa de apostas – as bet exchange, nas quais o fator multiplicador da aposta, conhecido como odds, é definida não pela plataforma e sim pelos próprios apostadores – em que haja indício de arranjo entre os apostadores para resultados diferentes e, dividirem o dinheiro do prêmio entre si;
Movimentações atípicas de valores de forma que possa sugerir o uso de ferramenta automatizada;
Incompatibilidade entre as operações realizadas pelo apostador e sua profissão ou sua situação financeira aparente;

As informações devem ser preservadas pelas empresas de aposta por, no mínimo, cinco anos. Além de apostadores, as bets terão de fazer classificação de risco de funcionários e fornecedores.

As regras começam a valer em 1º de janeiro de 2025, quando começa a funcionar o mercado regulado de apostas no Brasil. Até o momento, 2 bets se credenciaram para operar a partir do país.

Whatsapp é alvo de ação de MPF e Idec que pede R$ 1,7 bilhão de indenização por violação de privacidade

O Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo e o Instituto de Defesa de Consumidores (Idec) entraram com uma ação, nesta terça-feira (16), contra o Whatsapp por violações de direitos em política de privacidade. As entidades querem que a empresa pague R$ 1,7 bilhão em indenizações por danos morais coletivos.

Conforme a ação, o Whatsapp fez alterações em sua política de privacidade em 2021 sem explicar de forma clara aos usuários, além de praticamente os “forçar” a aceitar as mudanças. A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) também é alvo da ação.

O texto afirma que o Whatsapp conseguiu coletar e compartilhar abusivamente dados pessoais com outras plataformas do Grupo Meta, como o Facebook e o Instagram. Os dados e os metadados coletados indicam comportamentos, “preferências e características dos usuários, como o nível socioeconômico, os horários que acordam ou vão dormir e os estabelecimentos que costumam frequentar”.

Com esses indicadores, a gigante da tecnologia poderia promover ações que aumentam o engajamento na plataforma e, consequentemente, o lucro, como o direcionamento de anúncios e conteúdos pagos.

O MPF e o Idec também argumentam que, além da falta de transparência e coação para conseguir a autorização dos usuários, o Whatsapp coletou uma quantidade de informações superior ao volume permitido por lei.

A indenização de R$ 1,7 bilhão vai de acordo com a capacidade financeira do Grupo Meta, que em 2023 obteve um lucro de 39 bilhões de dólares. Segundo o texto, o valor da indenização é semelhante aos valores que o Whatsapp já pagou em condenações na Europa.

Se a Justiça Federal aceitar o pedido de condenação, o pagamento da indenização não será destinado às pessoas lesadas, mas sim para projetos financiados pelo Fundo de Defesa de Direitos Difusos (FDD).

Além da reparação bilionária, o MPF e o Idec querem que o Whatsapp seja obrigado a parar imediatamente com o “compartilhamento de dados pessoais para finalidades próprias das demais empresas do Grupo Meta, como a veiculação personalizada de anúncios de terceiros”.

Netshoes diz que dados de clientes podem ter sido vazados após ‘incidente cibernético’

A Netshoes afirmou nesta quarta-feira (17) que dados de clientes podem ter sido vazados após “incidente de cibernético” sofrido pela empresa.

A loja on-line de equipamentos esportivos já teve um caso de vazamento em 2018, envolvendo dados de 2 milhões de consumidores. No ano seguinte, ela foi condenada a pagar uma multa de R$ 500 mil em acordo com Ministério Público do Distrito Federal.

Nesta quarta, a empresa disse que o novo incidente não envolveu informações sensíveis e não afetou as operações da companhia.

A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) considera exemplos de dados sensíveis aqueles que podem revelar orientação política ou sexual e até condições de saúde, por exemplo. Esses necessitam de uma camada a mais de proteção.

“Assim que foi informada sobre o incidente, a Netshoes reforçou todas as medidas de segurança e controle”, disse o comunicado da loja.

“A empresa também iniciou uma investigação forense sobre o ocorrido e trabalhará juntamente com os órgãos competentes, inclusive com a Autoridade Nacional de Proteção de Dados, para esclarecer as circunstâncias do episódio e evitar eventuais contratempos aos clientes.”

O Procon-SP informou que instaurou um procedimento de averiguação. A ANPD informou ao g1 no início da noite desta quarta não identificou em seu sistema eletrônico de informações a comunicação formal do incidente pela companhia.

Por que Elon Musk vai mudar sede de empresas por lei de identidade de gênero

O bilionário Elon Musk disse que mudará a sede de duas de suas empresas mais importantes, a empresa de foguetes SpaceX e a plataforma de mídia social X, da Califórnia para o Texas.

Ele disse que a medida se deve às recentes leis aprovadas pela Califórnia – em particular uma nova lei que impede as escolas de criarem regras que exijam que os funcionários informem a qualquer pessoa, incluindo os pais, informações sobre a identidade de gênero de uma criança.

Um porta-voz do governador disse que a lei mantém “as crianças seguras ao mesmo tempo que protege o papel crítico dos pais”.

Mas Musk chamou isso de “a gota d’água” em uma postagem em sua plataforma de mídia social.

O bilionário já mudou a sede da Tesla para o Texas em 2021 e é residente do Estado – que não cobra imposto de renda.