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Como um pesquisador brasileiro está treinando a inteligência artificial para prever secas-relâmpago

As informações das condições climáticas que levaram à seca-relâmpago que agravou incêndios no Pantanal e às chuvas extremas no Rio Grande do Sul foram capturados por satélites e sistemas de monitoramento que armazenam milhões de dados. Interpretar os números e padrões – antes de as tragédias acontecerem – é um dos desafios dos especialistas.

Para otimizar esse trabalho, que as mudanças climáticas tornam mais urgente, um pesquisador brasileiro está treinando um modelo de inteligência artificial (IA). O professor Humberto Barbosa, meteorologista da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), desenvolveu um algoritmo para detectar secas-relâmpagos.

➡️Diferente do lento processo de desertificação tradicional, a seca-relâmpago é um evento extremo climático de curta duração e forte intensidade. Segundo Barbosa, é uma nova tipologia de seca, decorrente das mudanças climáticas.

“Diante das emergências climáticas e enorme volume de dados históricos, usar a IA contribui para uma melhor estimativa futura destes eventos climáticos extremos. É um avanço tecnológico, considerando que os modelos climáticos atuais não possuem habilidade para detectar secas-relâmpagos”, afirmou o pesquisador. 

🔎Os modelos meteorológicos atuais estimam variáveis como chuva, temperatura e vento, mas não preveem fenômenos climáticos. Hoje, a previsão de secas ou inundações depende da interpretação dos especialistas – humanos.

🤖 Para identificar o novo fenômeno, os pesquisadores usaram um recurso de IA chamado de Redes Neurais Convolucionais (CNNs). Este mecanismo é muito utilizado para o processamento de imagens. Ele utiliza camadas de filtros para detectar características e padrões na imagem. As redes neurais hoje são utilizadas desde o reconhecimento facial até a descoberta de doenças em imagens de raio-x.

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